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Bolsonaro será um Pinochet ou um populista?

por George Galloway [*]

George Galloway. A vitória da extrema-direita com Jair Bolsonaro, no país mais populoso da América Latina e co-fundador do bloco BRICS, causou compreensivelmente muita inquietação nos pombais de esquerda e de liberais por todo o globo.

Mas o que a vitória de Bolsonaro mostra é não tanto a força das ideias da extrema-direita e sim a fraqueza da esquerda.

Primeiro, contudo, uma palavra acerca de fascismo.

Ficou na moda para gente de esquerda assinalar todos à sua direita como "fascistas". Isso é não apenas errado como totalmente contraproducente. Como descobriu o famoso "Garoto que grita Lobo", ele pode acabar por ser comido quando as pessoas concluem que se todos são fascistas, então, para finalidades práticas, ninguém é.

A ontologia é importante.

Alguns loucos descrevem Theresa May como fascista e pensam que a Grã-Bretanha vive sob um governo fascista. Outros (com um pouco mais de justificação) pensam que Donald Trump é fascista. Nenhum dos dois o é, naturalmente – ambos podem ser deitados abaixo pelas instituições existentes do estado burguês mesmo antes de serem obrigados a ir ao sufrágio universal das eleições seguintes.

Nem tão pouco, de qualquer forma, o novo presidente do Brasil é um fascista. Ter opiniões odiosas sobre gays – ele preferia que seu filho estivesse morto do que fosse gay, ou visões vis sobre mulheres – não o tornam um fascista. Na verdade, faz dele, tal como Trump, um reaccionário vulgar. Mas não faz do Brasil de 2018 uma réplica do Chile de 1973. Bolsonaro não é Pinochet. Ainda não.

O presidente eleito é um nostálgico do antigo e real domínio militar fascista no Brasil no qual o assassínio em massa, a tortura, a limpeza étnica, o desastre ambiental e a supremacia branca eram as regras. Mas isso não significa que ele possa retornar à ditadura mesmo que assim deseje.

Além disso, um número substancial de eleitores pobres, negros e de minorias étnicas deram-lhe os seus votos, contra o Partido dos Trabalhadores (PT) que teoricamente os defendia.

Como dizia Bill Shankly, o lendário gestor de futebol do Liverpool: "o futebol não é jogado no papel e sim no relvado".

No relvado, o registo do PT foi considerado em falta pelos mais pobres do país e por uma secção da classe trabalhadora – daí a derrota.

E quando o medo da direita cresceu, Fernando Haddad, o candidato do PT mudou – mas para a direita!

O medo do crime – o tipo de crime que receiam os eleitores, assaltos directos ao invés de roubos de colarinho branco ?– foi uma das principais motivações. Um movimento de esquerda, especialmente quando detém o poder estatal, que não pode proteger seu povo de tais crimes, como fizeram os bolcheviques, como fez a revolução cubana, como fizeram os republicanos irlandeses, não manterá apoio por muito tempo, não importa quão vermelhas sejam as suas bandeiras.

Um movimento de esquerda que aceita ortodoxias neoliberais de austeridade e que fracassa dramaticamente em redistribuir riqueza para as massas, e num país como o Brasil que nem mesmo mobiliza, ou mesmo militariza, as secções avançadas dos trabalhadores em defesa de uma transformação real (em oposição a uma retórica) será derrubado. E eles o foram.

Mais de 30 anos atrás emprestei ao então pobre líder sindical brasileiro a grande quantia de US$200. Foi um bom investimento. Como o líder heróico do que se tornou o governo PT do Brasil, Lula tinha o que é preciso. Razão pela qual fizeram-lhe acusações forjadas de corrupção – ao invés de razões políticas – sem a mais ligeira base de veracidade.

Aquele era o momento em que o movimento, se tivesse sido armado com recursos, deveria ter resistido. Ao invés disso, ocorreu uma longa dança para a derrota, aceitando a legitimidade dos tribunais da era fascista, curvando-se a polícias e a um parlamento oligárquico, todos eles inimigos dos trabalhadores e do seu partido.

Ironicamente, se essa legitimidade tivesse sido contestada, teria levado, mesmo que houvesse fracassado, a um boicote à farsa do último fim de semana quando a candidatura de Lula fora judicialmente assassinada pelos tribunais. Nestas circunstâncias, Bolsonaro não teria sequer sido o candidato da direita, a oligarquia não teria precisado de um bruto tão feio.

Pode ser que Bolsonaro venha a ser "meramente" um presidente "amistoso para com os negócios" ("business-friedly"), um fanático que não desbrava qualquer grande momento histórico duradouro. Por outro lado, a esquerda no Brasil precisa urgentemente de começar a preparar-se para combatê-lo caso se torne mais Pinochet do que populista.

30/Outubro/2018

[*] Foi membro do Parlamento britânico durante cerca de 30 anos, faz apresentações de TV e rádio, é realizador de filmes, escritor e orador reconhecido.

O original encontra-se em www.rt.com/op-ed/442633-brazil-bolsonaro-pinochet-election/


Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .
01/Nov/18
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