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Porque não é aconselhável

por Andrei Martyanov [*]

Mar Negro. Para navios da US Navy, entrar no Mar Negro e ter esperança de sobreviver no caso, Deus me livre, de qualquer espécie de conflito com a Rússia – sim, leu correctamente – é uma fantasia, ou, para ser mais preciso, uma ficção não científica. Um grupo, e muito menos um único destroyer da classe Arleigh Burke (são estes os tipos mais activos na US Navy), que entre periodicamente no Mar Negro para "mostrar a bandeira" e a presença dos EUA/NATO neste espaço de água crucial, está consciente do facto de o Mar Negro, para todos os efeitos, ser o lago da Rússia. Toda a gente se lembra de um rumor amplamente difundido (espalhado muito provavelmente por alguns "patriotas" russos demasiado zelosos, mas pouco esclarecidos) acerca do DDG-75 USS Donald Cook ter a sua electrónica "queimada" por um par de intrépidos Su-24 russos em Abril de 2014, os quais alegadamente forçaram este navio americano a regressar rapidamente a Constança [Roménia], onde, alegadamente, alguns membros da sua tripulação exprimiram o desejo de abandonar o navio. O New York Times e outros media norte-americanos, não sem justificação, disseram que estes rumores eram "propaganda" russa. Eles tinham razão.

A realidade dos acontecimentos com o USS Donald Cook teve muito pouco a ver com os Su-24s ou alguma mágica contra-medida electrónica (ECM, na sigla em inglês). A razão para abreviar a viagem do navio americano foi o facto, como o próprio Presidente russo Vladimir Putin salientou mais de uma vez, de o Donald Cook ter sido detectado, rastreado e, quando surgiu a necessidade, ter sido bloqueado pelo radar de ambos os complexos de mísseis de cruzeiro K-300P Bastion e Bal anti-navegação localizados nas costas da Criméia, os quais, sem dúvida, fizeram muito ruído, literalmente, quando os detectores de radiação passiva de Donald Cook começaram a sinalizar que o navio estava bloqueado por uma das armas mais temíveis do inventário russo – um lançador dos mísseis P-800 Oniks (Onyx).

Este míssil de longo alcance Mach=2,5 é o que torna tão mortal a primeira linha de defesa da frota russa do Mar Negro, porque é precisamente um tipo de armamento concebido para a defesa aérea sobre-saturada dos navios equipados com radar Aegis Combat Control System e Spy-1 dos EUA. Os oficiais navais americanos são bem instruídos em termos de salvas de mísseis e capacidades, incluindo limiares de saturação, dos seus sistemas de defesa aérea a bordo e sabem que uma salva de 4+ P-800 Oniks ou uma de 8+ mísseis subsónicos X-35, no ambiente ECM activo do Mar Negro, é de defesa impossível. A Rússia pode repeti-las e até efectuar salvas muito maiores muitas vezes, com a frequência e densidade desejáveis.

Mas estas são apenas as capacidade de uma única 15ª Brigada Independente de Mísseis-Artilharia de Defesa em Sebastopol, a qual pode deslocar seus lançadores para qualquer lugar na Criméia, incluindo altamente defendidas, tanto pela aviação da Frota do Mar Negro como pelas forças de Defesa Aérea na Criméia, localizações que ocultam o lançamento. Os sistemas ISR da Rússia providenciam actualizações em tempo real tanto da situação operacional como da distribuição de alvos para qualquer receptor no lado russo. Naturalmente, é preciso sempre manter em mente que dois esquadrões (24 ou mais aviões de combate) de SU-27SM/SU-30SM também estão localizados na Criméia e cada um destes aviões pode carregar uma variedade de armas de ataque, incluindo o míssil anti-navio X-31A M=3.5 e o míssil anti-radiação X-31P, mais o Regimento de Aviação de Simferopol, o qual tem de prontidão 22 Su-24Ms reequipados com SU-30SMs. Diga-se de passagem que estes veneráveis guerreiros (SU-24Ms) também carregam X-31As, os quais, quando calculados realistamente, providenciam a primeira salva consistente de 30 a 40 mísseis só pela aviação, acrescentem-se aqui mísseis dos complexos costeiros e estamos a olhar para 60 a 70 mísseis na primeira salva, pelo menos. Isto é suficiente para afundar vários Grupos de Batalha de Porta-aviões com os seus aviões aerotransportados e todos os seus sistemas Aegis-Spy 1 a funcionarem correctamente.

Naturalmente, ninguém deveria esquecer que acontece a Frota do Mar Negro também ter navios e estes, mesmo considerando o cruzador e o par de fragatas e SSKs anexados ao Esquadrão Mediterrâneo em torno da Síria, ainda agrupam uma maciça força anti-navio de mísseis 3M54 da família Kalibre, a qual acelera para Mach=2,9 na [fase] terminal e de facto não é interceptável com salva de dois ou mais. Todos estes mísseis mencionados aqui são conduzidos nas salvas por inteligência artificial (IA) e possuem uma resistência muito alta a interferência electrónica (jamming) (alguns deles podem interferir nos sensores do inimigo por si próprios). E isto não é tudo, é claro. A Frota do Mar Negro é apoiada pelas forças do Distrito Militar Sul, de que é parte. E se as notícias acima forem más para qualquer combinação de forças navais dos EUA/NATO que entrem no Mar Negro, é aqui que elas se tornam ainda mais deprimentes para o Pentágono. O 4º Exército da Força Aérea e da Defesa Aérea, que faz parte deste distrito, envia aqueles irritantes MiG-31Ks (originalmente estavam baseados no Distrito e continuam a voar dali desde 2017) armados com mísseis hipersónicos Kinzhal Kh-47M2, cuja velocidade Mach=10+, manobras violentas e um alcance incrível de 2000 quilómetros os tornam impermeáveis a qualquer tecnologia de defesa aérea que os Estados Unidos tenham hoje e no futuro mais próximo (7-10 anos, pelo menos). É mesmo duvidoso que estes mísseis sejam realmente detectáveis. Estes aviões de combate são capazes de afundar não só qualquer coisa no Mar Negro como também no Mediterrâneo Oriental, sem sequer atravessar a linha costeira da região russa de Krasnodar ou Crimeia. É óbvio que a Rússia não diz onde eles estão baseados a cada momento. Quem sabe onde? Bem, a inteligência americana pode saber, mas é um caso clássico de uma boa dissuasão. Neste caso, a probabilidade para o Kinzhal de atingir qualquer alvo no Mar Negro é impulsionada não pela capacidade de resposta do alvo mas pela probabilidade de o próprio míssil estar em plena ordem de combate.

Assim, como se pode ver, há uma pletora de "bondades" subsónicas, supersónicas e hipersónicas a propagarem-se em torno da frota russa do Mar Negro sozinha e as pessoas competentes do Pentágono sabem disso. É por isso que o aparecimento daqueles dois destroyers dos EUA no Mar Negro é, literalmente, para dar nas vistas e para tentar colectar alguma informação para o que hoje parece ser uma probabilidade cada vez menor de confrontação no Donbass. Escrevo frequentemente que muitas pessoas nos EUA, e estou a falar de decisores políticos, não conseguem apreender a escala do atraso da América em relação ao poder de fogo da Rússia em todos os domínios. Ela não é apenas quantitativa; é qualitativa e o fosso só continua a aumentar. Mas eu adverti acerca disto durante anos, não foi?

11/Abril/2021
Ver também:
  • US Navy Destroyers Roosevelt, Donald Cook to Enter Black Sea on 14-15 April, Reports Suggested

    [*] Autor de Losing Military Supremacy: The Myopia of American Strategic Planning ,   The (Real) Revolution in Military Affairs e Disintegration: Indicators of the Coming American Collapse .

    O original encontra-se em thesaker.is/why-it-is-not-advised/


    Este artigo encontra-se em https://resistir.info/ .
  • 13/Abr/21
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