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Grandeza e misérias da "american-way-of-life" (2)
– Decadência e perda de hegemonia

A primeira parte deste artigo encontra-se aqui .

por Daniel Vaz de Carvalho [*]

 
A universalidade da cultura ocidental sofre de três problemas: é falsa, é imoral e é perigosa".
Samuel Huntington, The clash of Civilisations.

O sonho americano. 3 - Decadência económica e financeira

Os impérios nascem, crescem, mantêm-se e desaparecem pela guerra, mas não só, vão à falência: é que tudo isso custa dinheiro. A divida federal dos EUA atingiu em outubro de 2019, 22,8 milhões de milhões de dólares, cresce desde há mais de 10 anos 1 milhão de milhões por ano. Representa 105,6% do PIB, o défice federal é de 4,7% do PIB, o défice da balança comercial de 892 mil milhões de dólares. ( usdebtclock )

Dinheiro gasto em grande medida a manter o poder militar, em criminosas guerras alicerçadas em mentiras e a financiar conspirações, terrorismo e vandalismo nos países que não se submetam à sua ordem.

André Vitchek, que viveu nos EUA, visitando recentemente este país afirma que a decadência, pode verificar-se no estado das infraestruturas: pontes, metros, cidades do interior, tudo está a desmoronar-se, a cair em pedaços. Quando lá viveu há duas décadas, os EUA pareciam-lhe um país pobre, despojado, cheio de problemas, miséria, pessoas sem abrigo e pessoas confusas, deprimidas, em suma – desesperadas. Agora, diz, está muito pior. [1]

O PIB dos EUA é o maior do mundo, mas está inflacionado devido à desvalorização do dólar e ao seu conteúdo de capital fictício. "Os EUA são incapazes de reconhecer que perderam a vantagem industrial competitiva e tornaram-se uma economia rentista. A sua economia tem um alto custo e é ineficaz. O seu PIB é "vazio", constituído essencialmente por rendas, lucros e ganhos de capital das finanças, seguros e imobiliário, enquanto as infraestruturas do país se degradam e a sua força de trabalho é reduzida a uma economia a tempo parcial." [2]

A perda de liderança tecnológica dos EUA é uma consequência do seu capitalismo rentista e transnacional. Os avanços da China evidenciados pelas realizações da Huawei, tecnologia espacial e engenharia, nomeadamente de infraestruturas, deixaram os EUA muito para trás.

Os EUA não têm um único quilómetro de linha férrea de alta velocidade, a China possui mais de 20 mil km de linhas ferroviárias de alta velocidade, prevendo até 2030, possuir 45 mil km. Recentemente começou operar uma das linhas férreas de alta velocidade mais longas do mundo (2 264 km), ligando cinco províncias com comboios que podem atingir 330 km/h. O tempo de viagem de Xangai para a capital de Yunnan, foi reduzido de 34 para 11 horas.

O dólar, a par com a sua força militar, tem sido um sustentáculo fundamental do poder dos EUA. Porém, o dólar entrou em queda, principalmente em consequência das políticas imperialistas – hegemónicas e agressivas.

Um número crescente de países realiza as suas transações fora do dólar. A China e a Rússia adotaram uma política de substituição das suas reservas de dólares por ouro. Em setembro passado as reservas de ouro da Rússia atingiram o valor de 109,5 mil milhões de dólares, 20,7% das reservas totais.

4 - Decadência política

O mais relevante não são as diatribes à volta do presidente Trump ou qualquer outro político, apesar de evidenciarem o grau de degradação da vida política que a "democracia liberal" atingiu. O mais relevante é mesmo a perda de democracia.

A corrupção e a sobre-exploração são o sistema de funcionamento do poder oligárquico. A avidez de riquezas da oligarquia tornou-se uma obsessão que o imperialismo impõe como "direito humano" e "democracia". A nível mundial os EUA assumiram a defesa do poder oligárquico. Com a riqueza colocada ao serviço daquela minoria, tanto os EUA como o resto do mundo, com poucas exceções, atravessam multiplicas crises: económico-financeiras, sociais, ambientais ou belicistas.

"O que deveria ser determinado era se o país seria dirigido no interesse de seus cidadãos ou no de seus senhores capitalistas. Democratas oficiais, intelectualmente cooptados, são eleitos para representar esses gigantes. Nessa ação, afastaram-se de um caminho que lhes permitiria refazer o mundo na justiça, afundando-se na desprezível nulidade que é hoje. ( So much for “democracy? The axis of atrocity ) É o que se passa atualmente na generalidade dos países do "ocidente".

Como afirma Stiglitz, "o sistema é mais semelhante a um dólar um voto que uma pessoa um voto". Os EUA tornaram-se um país "não de justiça para todos mas de favoritismo para os ricos e justiça para quem a puder pagar. [3]

Na apresentação do livro Battlefield America: The War on the American People do jurista constitucionalista John W. Whitehead descreve-se "como as forças policiais dos Estados Unidos foram transformadas em extensões militares. As nossas vilas e cidades tornaram-se campos de batalha e nós, o povo americano, somos agora os combatentes inimigos a serem espionados, rastreados, revistados. Para aqueles que resistem, as consequências podem ser uma viagem de ida para a prisão ou até a morte". O livro é o retrato aterrorizante de uma nação em guerra consigo mesma. "Em troca de escolas seguras e menores taxas de criminalidade, abrimos as portas à polícia militarizada e ataques pelas equipas da SWAT. A mudança insidiosa foi tão subtil que a maioria de nós não teve ideia do que estava a acontecer".

Crianças encerradas em jaulas nos EUA. Os EUA detêm o triste recorde das maiores taxas de presos, mortes de cidadãos pela polícia e manutenção de um sistema mundial de vigilância. A vigilância está a cada passo hoje em dia; em Nova York, Londres, Sydney e mesmo em áreas rurais. Só o humor "controlado" é permitido. Tudo tem de ser calculado previamente. Nenhuma ficção política "ultrajante" pode passar pela "censura invisível" no Ocidente (e, portanto, os romances quase morreram). Na Rússia e na China a ficção é muito mais provocadora e de vanguarda. No Ocidente, a poesia também morreu. E o mesmo acontece com a filosofia, a qual foi reduzida a uma disciplina académica aborrecida, bolorenta e indigesta. [1]

Hollywood e os media produzem toda espécie de lixo racista altamente insultuoso e estereotipado (principalmente contra chineses, russos, árabes, latinos e outros), grandes escritores e cineastas que querem ridicularizar o regime ocidental e sua estrutura já foram silenciados. [1]

5 - Do unilateralismo à perda de hegemonia

O unilateralismo hegemónico dos EUA foi estabelecido após o fim da União Soviética, com base na globalização neoliberal. Este processo conduziu ao aumento das disfuncionalidades e crises quer do ponto de vista económico e financeiro, quer social. Foram promovidos a democratas "personagens totalmente inescrupulosas que surgem como uma espécie de mafiosos entre primitivos e pós-modernos, encabeçando politicamente grupos de negócios cuja principal norma é, na medida do possível, não respeitar nenhuma norma". [4]

Mais de 70% das ditaduras existentes no mundo recebem ajuda dos Estados Unidos. Um recorde estranho para uma nação que justifica as suas intervenções no estrangeiro como visando "promover a democracia e os direitos humanos".

Recordem-se as tragédias humanas desencadeadas pelo Plano Condor, ignoradas na hipocrisia de autoproclamados defensores dos "direitos humanos". Um plano concebido para derrubar governos, partidos progressistas e seus apoiantes na América Latina, substituindo-os por ditadores, torcionários e esquadrões da morte. Em Fort Benning nos EUA foi criada a "Escola das Américas" que fez jus ao epíteto de "escola de assassinos".

Em 1963 a CIA elaborou um manual de tortura, chamado "Kurback Counterintelligence-Interrogation" . Outro manual foi emitido 1983, o "Human Resourse Exploitation Training manual descrevendo métodos a serem usados pelos EUA na guerra contra forças democráticas e progressistas na América Latina. Um relatório sobre o programa de detenções secretas operado pela CIA de 6 963 páginas permanece confidencial. A investigação sobre práticas de tortura que o governo era legalmente obrigado a realizar não ocorreu.

Para o financiamento de organizações contra governos progressistas ou apenas defensores da sua soberania face às trannacionais, são gastos centenas ou mesmo milhares de milhões de dólares por ano, por todo o mundo. Serviram e servem para financianar conspirações e violência contra Cuba, Nicarágua, Venezuela, Hong-Kong, levar ao poder neonazis na Ucrânia, etc.

Com as sanções, o imperialismo arroga-se direitos semelhantes aos do Papado medieval. Não são sinónimo de força, mas de fraqueza, que desencadeiam contradições no próprio funcionamento do capitalismo e evidenciam as suas fragilidades político-militares. Estas ações acabam por limitar a capacidade de contrariar a lei da queda tendencial da taxa de lucro. O efeito das ameaças comerciais leva os países a estabelecerem formas de cooperação alternativas, designadamente com a Rússia e a China, e desenvolverem os recursos próprios.

A Organização de Cooperação de Shangai que representa 40% da população da Terra e 25% do PIB global, tal como o recente Forum de Vladivostok mostram, como o unilateralismo dos EUA é coisa do passado, por muito que os media "ocidentais" o queiram iludir.

Desde a Segunda Guerra Mundial, Washington esteve em guerra quase todos os anos realizando operações clandestinas em dezenas de países. As guerras desencadeadas para impor a ordem imperialista, levaram ao caos países como a Somália, Sudão, Mali, Iémen, Afeganistão, Iraque, Líbia, Síria, provocando o aumento da pobreza, da fome e das doenças, além das inúmeras mortes nos conflitos. Na fuga a este caos, em 2017 morreram 3 000 pessoas na travessia do Mediterrâneo.

O major Danny Sjursen que serviu no Iraque e no Afeganistão (foi também professor em West Point) afirma que "nós permitimos atrocidades indescritíveis todos os dias". "Poucos intelectuais notam a extensão dos crimes de guerra em andamento no Grande Médio Oriente. No Afeganistão, após 18 anos de combate indecisos e sangrentos, os militares dos EUA e seus aliados afegãos matam mais civis anualmente do que os cruéis Talibãs. [5]

Nicholas J S. Davies, baseado em dados oficiais e relatos locais estima que desde o 11 de setembro de 2001, em 16 anos de guerra, os EUA provocaram cerca de 6 milhões de mortes violentas, 6 países completamente destruídos e muitos mais desestabilizados. [6]

A perda de supremacia militar dos EUA é já um facto. A Rússia possui todas as armas necessárias para se defender. A superioridade dos sistemas de defesa aérea e guerra eletrónica da Rússia foi demonstrada na Síria, em que as capacidades dos seus sistemas excedem os dos EUA.

Os EUA não têm capacidade para lançar um primeiro ataque contra a Rússia, sem sofrer represálias da mesma ordem. Os EUA não dispõem de defesas contra mísseis hipersónicos, torpedos nucleares ou mísseis de cruzeiro nucleares com alcance ilimitado. Conforme advertência da Rússia, um ataque nuclear dos EUA à Rússia a partir da Europa, Japão ou dos próprios EUA, será respondido com um ataque nuclear ao continente americano. ( aqui , aqui e aqui ).

A guerra dos EUA depende de comunicações por satélite, superioridade aérea e mísseis. Mas os sistemas de defesa aérea e guerra eletrónica da Rússia são de nível superior aos dos EUA. ( demonstrated weapon systems )

Enquanto os EUA persistem numa estratégia baseada em porta-aviões (o mais recente com um custo de 13 mil milhões de dólares) a Rússia desenvolve armas para os destruir, como ironizou o ministro da Defesa russo, contra as quais atualmente os EUA não têm defesa.

No desfile militar dos 70 anos da R P da China foram reveladas novas armas que também colocam em cheque o poder militar dos EUA. Os EUA não são mais o poder dominante no Pacífico ocidental e teriam que se esforçar muito para vencer um conflito contra a China, de acordo com o estudo de um instituto australiano .

Novos misseis foram concebidos para destruir poder naval dos EUA na região, como o DF-100 ou DF-17, hipersónico, com consequências para a estratégia dos EUA relativamente a Taiwan, mar do Sul da China ou Hong-Kong. [7] O novo ICBM DF-41 pode atingir qualquer parte do território dos EUA em 30 minutos. ( Making China great again )

As recente ações dos Houtis e exército iemenita contra a agressão saudita, conseguiram reduzir a produção de petróleo da Arábia Saudita em 40%, derrotaram em ações de cerco três brigadas sauditas, controlando mais de 350 quilómetros do seu território. Estas ações põem em causa a estratégia dos EUA/NATO e aliados no Médio Oriente, evidenciando quer as fragilidades dos sistemas de defesa dos EUA, quer as capacidades militares do Iémen, e também as do Irão de que aquelas são certamente derivadas.

O poder oligárquico, disfarçado de liberalismo de "esquerda", do centro ou da direita, não traz estabilidade, apenas desigualdades e exploração acrescida, conflitos étnicos, antagonismos sociais e crises. A corrupção e o crime organizado tornaram-se endémicos, amalgamados em sistemas tornados legais. Um mundo baseado em mentiras que os grandes grupos mediáticos difundem, confundindo e alienando as pessoas dos seus verdadeiros interesses.

Se esta realidade não mudar num futuro previsível, corremos sérios riscos de caminhar para um conflito de proporções inimagináveis.

14/Outubro/2019

[1] Andre Vltchek, resistir.info/crise/vltchek_02set19.html
[2] Michael Hudson, esistir.info/crise/hudson_14jun19.html
[3] Joseph Stiglitz, The price of inequality and the Myth of Opportunity ,
[4] Jorge Beinstein, resistir.info/beinstein/ilusoes_21mar16.html
[5] www.informationclearinghouse.info/52321.htm
[6] www.legrandsoir.info/...
[7] nationalinterest.org/blog/...


[*] Neste texto nada nos move contra o povo dos EUA que admiramos e respeitamos é é também vítima de um sistema que consideramos iníquo. As relações quer profissionais quer de lazer que mantivemos com cidadãos dos EUA sempre se pautaram por grande cordialidade e simpatia mútua que muito apreciámos.

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .
19/Out/19
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