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Episódios da história trágico ridícula da política de direita (1)

por Daniel Vaz de Carvalho

 
Pela vida cara.   De todos contra todos, para que dure a idade de ouro para a propriedade.   Pela apropriação dos outros.   Por uma partilha equitativa dos bens celestes.   Por uma partilha injusta dos bens terrestres.
Bertholt Brecht, Ascensão e queda da cidade de Mahagony

Cartoon de Shintaro Kago, 1969. Será que podemos associar o trágico ao ridículo? Ridículo com o sentido de caricato, mas também desprezível. Brecht mencionou que a tragédia só se torna compreensível tendo em vista a sua mudança. O que inspira a Brecht cólera e piedade é que os seres humanos na sua cegueira não vejam, não compreendam o que os reduz à escravidão e se entreguem demasiadas vezes nas mãos dos que os tiranizam. [1] Nas suas obras Brecht, como em Mahagony, Mãe Coragem, etc, defende esta posição. Um exemplo apenas, bem atual. Em "Os dias da comuna", face à tragédia do seu fim e ao massacre que se seguirá, entrelaça-se neste diálogo a ligação dialética, porque contraditória, ao ridículo, ao desprezível:

"Duquesa – Senhor Thiers, eis o que vos vai fazer entrar na imortalidade. Entregastes Paris à sua verdadeira proprietária, a França.
Thiers – Mas a França sois vós, minhas senhoras e meus senhores."

É, afinal, este o papel que cumpre à direita e extrema-direita, em nome da oligarquia e do grande capital acolitado pelo imperialismo.

Se considerarmos a realidade na sua totalidade, nas suas contradições, encontramos o ridículo, o caricato, o desprezível. Esquecer isto é perder a capacidade de a tornar inteligível e eficaz para a compreensão das massas iludidas, alienadas, exploradas pela política de direita e pela extrema-direita.

1 - A extrema direita

A extrema-direita nada mais tem para apresentar que uma teoria económica e social – o neoliberalismo – totalmente fracassada na prática, desacreditada teoricamente. Com a arrogância dos ignorantes voltam os ressentimentos das massas populares exploradas, e isto é que é paradoxal, pelas políticas de direita, para o racismo, os emigrantes fugidos aos horrores dos conflitos à conta do imperialismo, a corrupção, de que os principais aproveitadores são a própria oligarquia.

A estupidez assertiva que debitam acaba por captar pessoas desinformadas através da boçalidade da propaganda de que "os políticos são todos iguais" – menos eles – os "funcionários públicos privilegiados e parasitas dos contribuintes". A consequência é a retirada de direitos e rendimentos a todos os trabalhadores. Com a sua demagogia, capturam o ressentimento para com os líderes burgueses tradicionais, de que são aliás o expoente máximo por aquilo que defendem.

Todos os países onde a extrema-direita alcançou o poder viram a situação das classes populares piorar. Nunca devemos esquecer que não podem vencer sem o apoio do grande capital, nem sem alianças com a direita. [2]

O fascismo procura despertar emoções exacerbando sentimentos negativos por vezes a partir de problemas reais, falseando as causas. Mas essas emoções são na realidade contrárias aos interesses das camadas populares, destinam-se a aumentar o grau de alienação do proletariado. No seu ataque à democracia, denunciam a corrupção, porém os próprios ou os seus mais próximos estão atolados em corrupção. Assim é da Rússia (com Navalny, por exemplo) ao Brasil, à Ucrânia.

Quanto ao racismo é das teses mais estúpidas que se podem inventar. Não há qualquer base científica para o racismo. Os povos que o adotaram seguiram a via do ódio e do caos. As diferenças de comportamento entre seres humanos devem-se a questões culturais e pelos antagonismos que essas diferenças possam criar, culpe-se o colonialismo e o imperialismo. O que o marxismo propõe é a unidade dos proletários de todos países.

Os demagogos populistas recusam-se a abordar a desigualdade económica e social. Não contestam a livre circulação de capitais, pelo contrário defendem-na, nem os paraísos fiscais. Privilegiados seriam os trabalhadores com direitos e quem os explora são os sindicalistas.

E isto é que é trágico e simultaneamente ridículo. É que tudo o que as camadas proletárias usufruem de direitos para si e suas famílias foi conquistado no passado com o sacrifício de camaradas seus em lutas que ignoram, muitas vezes desprezam, apanhados, com a ajuda dos media, pela perversidade do vírus da extrema-direita que quer anular esses mesmos direitos e espalhar o ódio aos que estiveram na primeira linha nessas lutas: os marxistas.

A liberdade que a extrema-direita proclama é a liberdade para os "super-homens", exercendo a violência a favor dos oligarcas, algo como as "liberdades feudais" do passado, a liberdade dos que só se sentem livres se puderem oprimir os mais fracos. Liberdade, sim, mas que cada um se interrogue como, para quem e para quê.

A "democracia liberal" da UE, – liberalismo na sua variante "neoliberal" – tem servido de esteio do fascismo para subjugar o proletariado, repete o que é a história do liberalismo desde o século XIX, a história de guerras de rapina, repressão, massacres, crimes do colonialismo e dos fascismos. O liberalismo apoiou Mussolini, abriu o caminho ao nazismo (sem esquecer o papel dos sociais-democratas), apoiou e apoia neonazis e ditaduras neofascistas.

A tragédia nazi é o expoente máximo do fascismo, mas como não ver nas encenações que Leni Riefenstal documentou o ridículo, o absurdo de tresloucados que levaram aos povos as maiores desgraças e crimes. Hitler, visto com distanciamento, como Brecht recomendava, politicamente não passava de um palhaço (que me perdoem estes trabalhadores do espetáculo). Mussolini nunca deixou de o parecer.

2 - A política de direita

Na política de direita há que distinguir entre o PS, e os partidos à sua direita. O PS, defende um neoliberalismo mitigado, mas as suas opções "europeístas" não permitem ir mais longe. À direita do PS, de que foi exemplo o governo PSD-CDS, pretende-se um neoliberalismo puro e duro, evidenciado no seu projeto de "ir para além da troika". As consequências em termos de pobreza, desemprego, precariedade, mostram as consequências das políticas de direita.

Os objetivos da direita distinguem-se da extrema-direita por esta os radicalizar, não suportando restrições democráticas e constitucionais. Alterar a Constituição já era um dos desígnios do governo PSD-CDS, tal como reduzir o número de deputados (a extrema-direita propõe 100...) forma de viabilizar essa revisão. Não esqueçamos que a Constituição fascista do salazarismo, garantia no seu artigo 7º, a liberdade de reunião, associação e expressão, tudo eliminado por legislação avulsa em nome da "segurança nacional"…

Os objetivos, duns e doutros quanto ao "emprego" não diferem, faz-se rimar "liberdade" com precariedade, despedimentos "livres", retirar força à negociação coletiva. Significa instituir um maltusianismo, disfarçado com promessas de apoios do Estado, ao qual se negam recursos e em que a riqueza está concentrada num punhado de oligarcas que fogem, legal ou ilegalmente, aos impostos. A desigualdade é vendida ao proletariado desinformado como a"libertação" do papel do Estado e dos sindicatos.

Como afirma Michael Hudson uma classe cleptocrática tomou conta da economia, à qual a política de direita entrega os povos. Fizeram-no mentindo sobre as consequências do Comércio Livre, desregulação financeira, austeridade. O neoliberalismo consagrou a exploração capitalista sob o domínio da finança. Os cidadãos vivem na insegurança, com receio de novas crises, do colapso económico ou da estagnação, de mais austeridade e desemprego. Uma sociedade que não é capaz de produzir e distribuir a riqueza criada com justiça e equidade, fautora de guerras, de caos, de êxodos populacionais.

Nos EUA em termos reais o salário mínimo cai desde 1968, mesmo um aumento em 2009 não compensou a inflação. Um dos argumentos é que aumentando-o iria prejudicar os trabalhadores mais pobres que perderiam o emprego. Lá como cá, em que o salário mínimo perde valor real desde 1976, as lágrimas de crocodilo pelos pobres são recorrentes na defesa dos oligarcas.

Na Boeing, em consequência de acidentes com o modelo 737 que provocaram a morte a 346 pessoas, além de outras situações de risco, as suas perdas ascenderam a 12 mil milhões de dólares, sendo apresentado um plano de redução de 30 mil postos de trabalho. O seu presidente-executivo demitiu-se, prescindiu do salário na maior parte do ano passado, porém em benefícios os seus ganhos elevaram-se a 21 milhões de dólares. [3]

Nos EUA, 2020 representou um desastre financeiro para 55% da população. Contudo, 655 ultraricos detêm 4 milhões de milhões de dólares , 200 milhões não conseguem cobrir uma despesa de 1 000 dólares. Em 2020, a nível mundial os ultraricos aumentaram a sua riqueza em 3,9 milhões de milhões de dólares, enquanto os trabalhadores perderam 3,7 milhões de milhões. Segundo a BBC o aumento da riqueza dos 10 homens mais ricos do mundo durante a pandemia cobriria o custo da vacinação de cada pessoa do planeta.

Com a pandemia ou com as intermináveis crises, o neoliberalismo apenas cria mais desigualdade e empobrecimento das massas populares, perante o continuado enriquecimento da oligarquia. As grandes farmacêuticas fazem enormes lucros à custa da saúde dos cidadãos. Em 2019, a Pfizer proporcionou 8 400 milhões de dólares em dividendos . Só com a venda da vacina esperam um lucro de 4 000 milhões de dólares.

A política de direita promove tudo isto, como sendo a compensação pelos benefícios que proporcionam aos povos. É a instauração de um neofeudalismo.

A GALP, dos 4 183 milhões de euros de lucros que obteve no período 2009/2019 distribuiu, aos seus acionistas, 3 542 milhões de euros em dividendos à custa dos preços leoninos que impõe. Em 2008, o governo PS, aprovou a concessão à GALP de um benefício fiscal que custou ao Estado 211 milhões de euros de receitas de IRC perdidas. [4]

Para não variar, há agora ocaso da EDP, com manobras que dificilmente se podem considerar legais fugiu a 110 milhões de euros de impostos com a venda de barragens, já de si com um lucro escandaloso relativamente ao que tinham pago ao Estado. Pela cedência de 27 barragens o Estado recebeu 700 milhões de euros, por seis a EDP recebeu 2,2 mil milhões. São as vantagens das privatizações (para quem?) eixo político central da direita e da extrema-direita.

A direita e a extrema-direita querem um Estado regulador na economia – e repressivo para os trabalhadores. É ridículo haver quem embarque nesta vigarice. Parece que nunca ouviram falar nos "riscos sistémicos", nem dos "demasiado grandes para falirem", nem no verdadeiro conluio do Banco de Portugal, auditores, consultores, que encobriram fraudes e má gestão na Banca, nas privatizações, nas PPP.

Pelas conceções da direita e extrema-direita, o Estado não pode gastar mais do que tem, ao mesmo tempo que propõem a redução de impostos que devem ser "iguais para todos", preferencialmente indiretos. Para a direita e extrema-direita, os impostos progressivos de acordo com o nível de rendimento, são considerados revolucionários e marxistas (claro que podem ser!). Sem temer a contradição, querem privatizar as funções sociais do Estado, fazendo promessas de apoios sociais aos sem recursos – sem concretamente definirem a quem se referem.

À tragédia da pobreza que a política de direita produz em grande escala, contrapõe-se e o ridículo do luxo da oligarquia, com seus iates de 30 ou mesmo 60 milhões de dólares, jatos privados, indústrias que produzem bens luxuosamente supérfluos. Eis o ridículo dos ultraricos, à sombra do poder imperial, um sistema em declínio, mergulhado em crises permanentes, intermináveis guerras que não pode vencer, que os povos detestam e que prega ambientalismo enquanto as suas ações destroem o ambiente.

Demagogos, tentam aproveitar-se do que há de negativo e desagregador na sociedade, exacerbando consequências, escamoteando causas, fazendo isso passar sinceridade. O proletariado desinformado é seduzido pelas suas diatribes, sendo levado a seguir emocionalmente algo que não sabem sequer o que irá ser e que os marginalizará.

3 – Os media

Os media promovem, salvo raras exceções, a agenda neoliberal e imperialista. Os "comentadores" não analisam as causas, escamoteiam-nas ou deturpam-nas, servem-se dos seus efeitos para atacar tudo o que tenha um aspeto progressista. Uma verdadeira censura, está estabelecida para que esta agenda não saia dos limites impostos pelo poder hegemónico. Aliás a comunidade verdadeiramente defendida é a oligárquica, fora disto temos sobretudo os fait divers, para distrair.

A calúnia faz parte do arsenal da direita e da extrema-direita, espalhando rancores, quando não ódios, com a deturpação histórica ou da atualidade, do que se passou e passa em países que seguiram ou seguem vias progressistas.

Tomemos por exemplo, o designado PREC, o período revolucionário em Portugal em 1974 e 1975, de avanços revolucionários, liberdade e direitos políticos, sociais e laborais, melhoria das condições de vida, aumento da produção agrícola pela Reforma Agrária, controlo das alavancas fundamentais da economia pelo planeamento e nacionalizações. Ora, este período é apresentado nos media como uma época de caos e perseguições que a direita e extrema-direita diz terem sido provocadas pela "ditadura militar marxista".

O trágico e ridículo de tudo isto é que o que ocorreu na realidade foi o terrorismo da extrema-direita. Em Portugal, entre maio de 1975 e meados de 1977, com a cumplicidade da direita e com o PS e a extrema-esquerda a tomarem como inimigo principal o PCP, foram cometidas quase 600 ações terroristas: bombas, assaltos, incêndios, espancamentos, atentados a tiro. Mais de uma dezena de mortes, dezenas de feridos, milhares de pessoas perseguidas, aterrorizadas, às quais ou às famílias não foi dada qualquer compensação ou satisfação. Quando se escamoteia ou deturpa o que se passou está-se a abrir caminho à extrema-direita.

Os cidadãos recebem propaganda disfarçada de análises políticas, sociais ou económicas, da parte de "comentadores", que estão há anos no essencial a defender políticas de direita e extrema-direita. A linguagem utilizada segue o padrão da chamada "comunidade internacional" tal como definida pela NATO.

O caso Julian Assange, confirma tudo isto: culpado de, como jornalista, denunciar crimes do imperialismo encontra-se preso em condições que configuram tortura num presídio de alta segurança. A sua saúde, já muito fragilizada, corre perigo. Media, jornalistas e respetivos sindicatos ignoram-no. A sua fachada de gente séria, as suas loas à "liberdade de informação" tornam-se ridículas.

Em contraste, Navalny, um elemento da extrema-direita, antes estudante da Universidade de Yale nos EUA, foi promovido a democrata para fomentar uma "revolução colorida" na Rússia. Os media pintam-no como um "democrata liberal" perseguido. Na realidade é um racista que já tinha aparecido a discursar com neo-nazis e skinheads , contra "as hordas de imigrantes legais e ilegais".

Navalny, um corrupto condenado por desvio de 400 mil rublos, teve em 2011 a sua correspondência eletrónica tornada pública por um hacker, mostrando que é um ultranationalista financiado pela norte-americana NED (National Endowment for Democracy).

Assange continua preso. O julgamento do recurso por parte dos EUA continuava pendente. Nem sequer a liberdade condicional lhe foi concedida. Como é que um jornalista pode dizer-se sério ignorando isto?

Bem, é ridículo, desprezível, mas compreendemos que têm de ganhar a vida, só que há outras formas e com dignidade. Olhem para aqueles que no passado lutaram por todos nós.

O trágico (e também sem dúvida ridículo) é que os oligarcas, donos dos principais media e da finança, têm tido sucesso a espalhar desinformação, promovendo alienação, criando lumpen proletariado.

Contra isto, é cada vez mais necessário o esclarecimento militante, a formação da consciência cidadã e de classe.

(continua)

[1] As referências a Brecht provêm de "Bertolt Brecht, sa vie, son art, son temps" Frederic Ewen, Ed. Seuil 1973.
[2] Jean-Luc Mélenchon: a única barreira anti Macron/Le Pen resistir.info/franca/melenchon_30jan21.html
[3] Chris Sweeney, www.rt.com/op-ed/516482-boeing-incidents-public-trust/
[4] Eugénio Rosa, resistir.info/e_rosa/galp_02jan21.html


Este artigo encontra-se em https://resistir.info/ .

03/Mar/21
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